quarta-feira, 2 de abril de 2008

Passei a Noite em Claro




Pensando ao passar da noite,
Pude compreender o mal que me fiz.
Sozinha sem ninguém percebi,
Que quanto mais me afundo,
Mais querem me afundar.
Que quanto mais eu choro,
Mais querem me ver chorar.
Percebi que não tenho de procurar,
Ou me preocupar com coisas vazias.
O que realmente importa,
É o que eu gosto de fazer.
O que realmente importa,
É o que sinto vontade de ter.
Mesmo que nada eu possa,
Não há o que de fato temer.
As pessoas vêem minha falência,
E vibram como se ganhassem com isso.
Na minha própria solidão me encontrei,
Nas minhas lágrimas me afoguei e vivi.
No meu choro eu me compreendo.
Sem dormir minha consciência respira,
E vive como se o mundo acabasse de nascer.
Não preciso que me ditem regras,
Nem como ou quando devo fazer.
O que realmente preciso é ter vontade,
De lutar, de caminhar e de viver.
Confesso que perdi essa vontade,
Hoje me encontro num mundo morta.
Ainda respiro, porém o mesmo ar,
Os seres não conseguem me reanimar.
Tenho de terminar com essa morte,
Para assim começar uma nova vida.
Sem rima, sem rumo e sem sorte,
Mesmo as lágrimas sendo a minha sina.
Passei a noite toda em claro,
Apenas pensando em mim mesma,
No que quero no que sinto e no que tenho.
Vi muito de mim morrer,
Mas também vi um pedacinho nascer.
No outro lado me vi brotando,
Como uma rosa do campo.
A minha falta ainda me completa,
Como a água que se foi embora.
Meus pensamentos por mim são,
Meus desejos pelos ares se vão.
Mas não posso por um ponto final,
A história jamais terá um fim.

2 comentários:

Alan Tacconi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alan Tacconi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.